Furto em obras vira preocupação e aumenta custos da construção civil em Cascavel e região
Ferramentas, fios elétricos, esquadrias, equipamentos e materiais de acabamento estão entre os itens mais furtados em canteiros de obras em Cascavel e na região Oeste. Além do prejuízo financeiro, os crimes atrasam o andamento das construções e obrigam empresas a investir mais em segurança.
Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), os furtos têm se tornado cada vez mais frequentes e já são uma das principais preocupações do setor.
"O empresário tem que investir novamente naquele material que já havia adquirido, mas o segundo custo é o retrabalho. Às vezes a fiação já estava toda instalada e, depois do furto, é preciso comprar tudo novamente e refazer o serviço", explicou o conselheiro do Sinduscon, Vinícius Lorenzi.
Os furtos costumam acontecer durante a madrugada ou nos fins de semana, quando há pouca movimentação nos canteiros. Além da reposição dos materiais, muitas empresas precisam arcar com reparos causados pela invasão dos locais.
De acordo com a Polícia Militar, parte dos autores desses crimes é presa durante operações, mas muitos acabam voltando a praticar furtos. A corporação também realiza fiscalizações em estabelecimentos suspeitos de comprar materiais de origem ilegal.
"Nós estamos realizando operações nos locais que acabam comprando esse material, fazendo autuações e prisões. Também identificamos casos em que os produtos são levados para outras cidades, e essas situações estão sendo investigadas", afirmou o major Diego Astori, do 5º Comando Regional da Polícia Militar.
O problema não atinge apenas a construção civil. Uma empresa do setor agrícola, em Cascavel, teve cabos de energia furtados duas vezes em menos de um mês, o que gerou novos prejuízos para a atividade.
Para tentar reduzir as perdas, empresários têm investido em câmeras de monitoramento, cercas, iluminação, alarmes e vigilância. Mesmo assim, o custo com segurança tem aumentado. Segundo o Sinduscon, algumas empresas já incluem a possibilidade de furtos no orçamento das obras, devido à frequência dos crimes.